Opinião: The Shining de Stephen King

 

Livro: The Shinning (#1, The Shinning)

Autor: Stephen King

Páginas: 619

Sinopse: Jack Torrance é contratado para tomar conta de um velho hotel isolado no meio das montanhas Rochosas, no Colorado, durante o inverno, altura em que este se encontra encerrado. Tudo indica que este emprego será a solução dos seus problemas e dos da sua família – Jack vai conseguir terminar a peça que anda a escrever, as dificuldades vão ficar para trás, a sua mulher vai deixar de sofrer e o seu filho Danny, um rapazinho de cinco anos de uma incrível sensibilidade, vai poder voltar a respirar ar puro e ultrapassar as estranhas convulsões que tem tido.
Mas as coisas não são tão perfeitas como parecem – existem forças malignas nos antigos corredores do hotel e, isolados do mundo pelos fortes nevões e sem meios de comunicar com o exterior, Jack e a família são uma presa fácil para as criaturas sinistras que por ali pairam. O hotel é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança, e, inevitavelmente, um confronto entre o bem e o mal vai ter que ser travado.

Opinião:

Quando me esqueço de respirar e as páginas escorregam entre os dedos (difíceis de virar), a garganta enrola-se num grito interior (como se dessa forma pudesse parar a trama e salvar algumas personagens) é quando me apercebo que estou a ler Stephen King e respiro de alívio (ou emoção contida difícil de digerir). King tem um efeito em mim difícil de descrever: ás vezes adoro a sua forma notável de escrever, outras fico chocada com alguns termos e alguma (muita) violência (física e psicológica), por vezes surpreende-me com a sua imaginação inconcebível, cheia de terror e humor negro. Apesar de todas estas emoções contraditórias é um escritor que não deixa ninguém indiferente.

Shining traduzido literalmente significa brilhante ou reluzente. No âmbito deste livro, alguém com “brilho” significa que tem a capacidade de ver/ouvir/sentir para além do mundo físico (alguém com capacidades mediúnicas). É aqui que se enquadra um menino de 5 anos – Danny – filho do casal protagonista desta história. Um menino amoroso que nos cativa pela sua inocência e nos faz querer protegê-lo perante algumas experiências horrendas pelas quais tem de passar ao longo do livro.

Este livro foi adaptado a filme em 1980 mas nunca tive oportunidade de ver. O livro contém um registo de violência (psicológica e física) muito elevado, por isso não recomendaria este livro a leitores mais jovens ou mais sensíveis a estes temas. Contudo, para os apreciadores de histórias de terror (a todos os níveis) este é um livro a não perder.

Classificação: 4*

Citação: “O relógio começou a dar uma série de badaladas de som metálico. (Meia-noite! É meia-noite!) (É altura de tirar as máscaras!)”

Também li deste autor:

   

Opiniões no blogue: O Retrato de Rose Madder; Metade Sombria; A Hora do Vampiro; Misery

Opinião: Misery de Stephen King

 

Livro: Misery

Autor: Stephen King

Páginas: 480

Sinopse: Paul Sheldon é um famoso escritor de romances cor-de-rosa, tornado célebre pela personagem principal das suas obras, Misery Chastain. Porém, Sheldon entendeu que estava na hora de virar a página e decidiu «matar» Misery. É então que sofre um terrível acidente de viação e é socorrido por Annie Wilkes, uma ex-enfermeira que o leva para sua casa para o tratar. O que Paul não sabe é que Annie, a sua salvadora, é também a sua maior fã, a mais fanática e obcecada de todas — e está furiosa com a morte de Misery. Ferido e incapaz de andar, totalmente à mercê de Annie, Paul é obrigado a escrever um novo livro para «ressuscitar» Misery, como uma Xerazade dos tempos modernos nas mãos de uma psicopata tresloucada que há muito deixou de distinguir a realidade da ficção. Repleto de complexos jogos psicológicos entre refém e captor, “Misery” é uma obra de suspense e terror no seu estado mais puro.

Opinião:

Os livros de Stephen King são sempre muito bem-vindos à minha mesa de cabeceira. A sua escrita excêntrica, metódica e algo irrisória são a promessa de uma leitura bastante aprazível e difícil de largar. Este livro em específico apresenta-nos a história de uma fã obsessiva (com características psicóticas e alucinantes) pelo seu escritor preferido. Aparentemente parece um drama de suspense e intriga normal, contudo, esta personagem obsessivo-compulsiva – Annie – excede qualquer perfil de vilã que lhe possamos atribuir.

Paul, o escritor subjugado e à mercê desta lunática, passa por situações horríveis e difíceis de ler – do meu ponto de vista. Muito sangue, terror psicológico e machados afiados causaram-me alguns pesadelos (inesperados). Em algumas situações tive de pousar o livro, pois a narrativa de Stephen King transporta-nos, de tal maneira e veracidade para a história que nos esquecemos que somos meramente leitores e sofremos as amarguras do protagonista.

Mais uma obra de Stephen King que me faz questionar a sua imaginação e a sua fonte de inspiração, pois as suas histórias são sempre algo mais que uma história de terror, ou algo mais que um suspense normal. São excêntricos. Diferentes. Fora do normal e únicos na sua essência.

Classificação: 3*

Outros livros que li deste escritor:

O Retrato de Rose Madder 

 

Metade Sombria e A Hora do Vampiro

 

Opinião: A Hora do Vampiro de Stephen King

 

Livro: A Hora do Vampiro

Autor: Stephen King

Páginas: 516

Sinopse: Ben Mears, um escritor de sucesso, regressa ao Lote de Jerusalém (também conhecido como Lote de ‘Salém), no Maine, para escrever um livro acerca da casa que o assombra desde criança. Ao chegar à sua cidade natal, depara-se com um cenário de pesadelo: a cidade, isolada, está infestada de vampiros, que espalham o caos e a morte. na esperança de conseguir travá-los, Ben Mears consegue reunir um pequeno grupo de pessoas para combater o Mal que invadiu a cidade.

Opinião:

Quando juntamos terror, vampiros e Stephen King é a receita para umas horas de leitura insaciável. Existe algo de muito especial na escrita deste brilhante autor. É apelidado, por muitos, como o “mestre do terror” e neste livro faz jus a esse nome.

A sua narrativa é muito bem construída, onde tudo tem uma ligação, por mais insignificante que pareça. Rapidamente mergulhamos neste mundo imaginário de King e o tempo parece que voa e desaparece mediante o compasso das páginas desta obra. As suas personagens brilham de forma individual e todas elas (mesmo as mais secundárias) têm uma história e uma base que estabelecem uma ligação de empatia com o leitor.

As cenas de suspense e horror estão muito bem delineadas. Senti, por vezes, que estava a ver um filme, pela qualidade da sua escrita. Mais uma vez adorei ler Stephen King. Este livro é fantástico. Recomendo a todos os que gostam de uma boa história de terror!

Classificação: 6*

Também li deste autor:

O Retrato de Rose Madder (Opinião aqui)

A Metade Sombria (Opinião aqui)

 

Stephen King na Estante

A minha estante apresenta-se mais rica, com dois empréstimos do romancista norte-americano, Stephen King.

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Misery de Stephen King

Paul Sheldon é um famoso escritor de romances cor-de-rosa, tornado célebre pela personagem principal das suas obras, Misery Chastain. Porém, Sheldon entendeu que estava na hora de virar a página e decidiu «matar» Misery.
É então que sofre um terrível acidente de viação e é socorrido por Annie Wilkes, uma ex-enfermeira que o leva para sua casa para o tratar. O que Paul não sabe é que Annie, a sua salvadora, é também a sua maior fã, a mais fanática e obcecada de todas — e está furiosa com a morte de Misery.
Ferido e incapaz de andar, totalmente à mercê de Annie, Paul é obrigado a escrever um novo livro para «ressuscitar» Misery, como uma Xerazade dos tempos modernos nas mãos de uma psicopata tresloucada que há muito deixou de distinguir a realidade da ficção.
Repleto de complexos jogos psicológicos entre refém e captor, Misery é uma obra de suspense e terror no seu estado mais puro.

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A Hora do Vampiro de Stephen King

Uma cidade, Sálem, uma casa assombrada e os seus inquilinos (dois vampiros) são o ponto de partida para esta história maravilhosa de vampiros bem escrita e ao mesmo tempo assustadora.

Obras já li deste escritor:

rose madder

O Retrato de Rose Madder (ver opinião aqui)

Bom Fim-de-Semana 🙂 Boas Leituras!

Opinião: A Metade Sombria de Stephen King

 

Livro: A Metade Sombriametade sombria

Autor: Stephen King

Páginas: 536

Sinopse: Thad Beaumont, o autor best-seller de três livros de terror, adorava poder dizer que não tem nada que ver com o horror de uma série de assassínios monstruosos. Mas não pode. Foi ele que o criou.

Opinião: 

A Metade Sombria é uma obra de 1989 do consagrado escritor norte-americano Stephen King. O livro foi adaptado ao cinema em 1990, tendo sido apresentado ao público em 1993. Nunca vi o filme, mas o livro é muito bom, e aguçou a minha curiosidade para assitir ao filme. A escrita de Stephen King é quase uma impressão digital muito distinta, é impossível ficar indiferente ao seu talento e imaginação.

É o segundo livro que leio deste escritor e, em ambos, denoto que a escrita é excêntrica e diferente. Assim como os assuntos paranormais e os temas para lá do conhecimento científico, dando um ar de mistério e quase fatalismo negro à narrativa.Saliento que a sinopse é maravilhosa: três frases que nos cativam com uma simplicidade única.

Gostei muito da polaridade criada entre Thad e Stark e da forma como o escritor trabalhou a interacção entre ambos. O final é épico em toda a sua extensão, como se de um conto negro se tratasse. Saliento ainda o papel da esposa de Thad – Liz – que revelou um sangue frio e personalidade fortes durante o final caótico que se desenrolou. O último parágrafo deixou-me com algumas suspeitas, quanto às consequências que os acontecimentos tiveram na vida de Thad. Stephen King deixa sempre uma chama de possibilidades, capaz de fazer qualquer leitor, imaginar os mais diversos futuros possíveis. Gostei muito! Obrigado Francisco pelo empréstimo 🙂

CARRIE

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Esta tarde tive a oportunidade de ir ver a adaptação ao cinema da obra de Stephen King, “Carrie”.

Nunca li o livro mas depois de ver este filme tornou-se uma leitura obrigatória. Gostaria de perceber se tudo aquilo que absorvi das personagens e da história correspondem ao clássico criado por Stephen King.

Aqui fica a sinopse e o link para o trailer:

Sinopse: A reinvenção do conto clássico de terror que conta a história de Carrie White, uma jovem excluída pelos seus colegas e protegida pela sua mãe, uma mulher profundamente religiosa. Após ser humilhada no baile de finalistas, Carrie espalha o terror pela sua pequena cidade utilizando os seus poderes telecinéticos.

Trailerhttp://cinema.sapo.pt/filme/carrie-vo/media/trailer

Gostei muito e Recomendo!

Opinião: O Retrato de Rose Madder de Stephen King

 

Livro: O Retrato de Rose Madderrose madder

Autor: Stephen King

Páginas: 496

Sinopse: Ao fim de 14 anos de um casamento terrível Rose Daniels resolve fugir de casa. Refugia-se numa pequena cidade mas continua a viver aterrorizada com a possibilidade do marido a encontrar, pois é um investigador persistente além de ter uma louca obcessão por Rose, tornando-o um monstro de crueldade quase mítico. Para escapar a esse poder quase mítico Rose terá de compactuar e transformar-se numa mullher que nunca desejou ser: Rose Madder.

Opinião:

Stephen King é apelidado por muitos de «mestre do terror» e conta hoje com mais de 300 milhões de exemplares vendidos em mais de trinta países.

O Retrato de Rose Madder conta-nos a história de Rose Daniels, vítima de violência doméstica nas mãos de um marido doentio e obcecado, Norman Daniels, detective de profissão. Um dia, após 14 anos de maus-tratos, Rose decide fugir e é acolhida numa casa de mulheres maltratadas pelos maridos e começa uma nova vida. Um dia ao entrar numa loja de penhores Rose apaixona-se por um quadro que decide comprar. Simultaneamente conhece Bill com que virá a ter um relacionamento. Mas quando tudo parece correr bem, Norman aparece e o quadro será a sua salvação …

A escrita deste livro é marcadamente masculina, com contornos algo macabros, excêntricos e diferentes! Este foi o primeiro livro que li deste autor, por isso não tinha qualquer expectativa do que ia encontrar. A personagem de Norman é horrível mas muito bem delineada por este autor, com rasgos de loucura e de uma obsessão doentia. O quadro é uma presença sobrenatural e que transcende o que é real na história, mas simultaneamente é a chave para a resolução de toda a trama.

A escrita é bastante rica nos pormenores e perspicaz do ponto de vista das personagens. É esta a razão pela qual é um dos escritores mais vendidos do mundo. Consegue chocar-nos, aterrorizar-nos e fazer-nos sorrir com um (moderado) humor negro. Gostei!