Opinião: A Escrava de Córdova de Alberto S. Santos

 

Livro: A Escrava de Córdovaescrava de córdova

Autor: Alberto S. Santos

Páginas: 472

Sinopse: A Escrava de Córdova segue a vida de Ouroana, uma jovem cristã em demanda pela liberdade e pelo seu lugar especial no mundo. Confrontada com as adversidades do tempo em que lhe foi concedido viver, e em nome do coração, a jovem terá de questionar a educação, as convicções e a fé que sempre orientaram a sua existência. Será, por entre a efervescência das mesquitas e o recato das igrejas graníticas da sua terra, que a revelação por que tanto almeja a iluminará.
Uma história inolvidável de busca de felicidade que tem lugar nos séculos X-XI, numa época pouco tratada pela Historiografia oficial e mesmo pela ficção romanceada. Um pretexto para uma brilhante explicação sobre o caldo cultural e civilizacional celto-muçulmano dos actuais povos peninsulares e uma profunda explanação sobre as origens, fundamentos e consequências da conflituosidade étnico-religiosa que hoje, tal como no distante ano 1000, ainda grassa no mundo.
Alberto S. Santos, com rigor histórico e descrições impressivas, revela-nos a mentalidade, a geografia, o quotidiano urbano, as concepções religiosas, a fremente História do dobrar do primeiro milénio, e, sobretudo, a intensidade com que se vivia na terra onde, mais tarde, nasceram Espanha e Portugal. Dá-nos ainda a conhecer o ângulo mais brilhante, mas também o mais duro e cruel, da civilização muçulmana do al-Andalus.

Opinião:

Alberto S. Santos é um escritor e político português e autor do livro A Escrava de Córdova publicado em 2008 pela Porto Editora. É um dos livros recomendados pelo Plano Nacional de Leitura. Conta com um prefácio de José Rodrigues dos Santos, com revisão científica do arabista Rui Santos e do escritor Adalberto Alves, especialista em cultura árabe.

Confesso que tinha pegado neste livro o ano passado, contudo devido a outras leituras que tinha pendentes na altura, acabei por não prosseguir com o mesmo e guardei para posterior leitura. E ainda bem que decidi pegar nele agora, pois é um livro com muita qualidade, quer em termos de escrita, quer na construção da história e personagens. Foi uma agradável surpresa.

A Acção decorre na Península Ibérica, no dobrar do primeiro milénio, com as gentes e costumes da época em questão. Temos a história de Ouroana, uma cristã raptada com apenas treze anos e vendida como escrava a uma família Árabe. É nesta família que conhece o jovem Adbus, filho protegido da casa onde vive e pelo qual se apaixona!

Muito é feito pela família de Ouroana, mais especificamente Ermígio, amigo do pai da escrava, para localizá-la e trazê-la de volta a casa. Muito acontece entretanto – não quero revelar demais – tendo a história um final inesperado, cumprindo um desígnio profetizado no início da história e do qual tinha a esperança que se viesse a revelar de forma positiva. O que não aconteceu.

Os termos árabes são usados com alguma frequência ao longo da história o que, confesso, dificultou por vezes a minha percepção da história, apesar das notas em rodapé muito completas. Todavia, percebo e registo a necessidade da descrição das diferenças culturais e, sobretudo, religiosas entre o povo cristão e árabe, para um desenvolvimento factual da narrativa.

Apesar de não gostar de finais tristes, gostei muito deste livro, porque me surpreendeu e me proporcionou conhecimentos nos mais diversos temas e simultaneamente relatou um romance muito bonito entre uma cristã e um árabe, que apesar das diferenças culturais, se amaram verdadeiramente.

A todos vós: Assalamun alaykum! (Expressão árabe que significa: “Que a paz (ou a salvação) esteja convosco!)

Razões para ler com as crianças

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O Plano Nacional de Leitura tem um projecto a decorrer em que enumera 7 excelentes razões para ler com as crianças. O projecto intitula-se “Ler + em Família”

Aqui ficam as razões para que partilhe o seu tempo, a ler com as crianças que lhe são mais próximas: filhos, irmãos, sobrinhos, primos, etc.:

1. Ouvir ler em voz alta, ler em conjunto, conversar sobre livros, desenvolve a inteligência e a imaginação.

2. Os livros enriquecem o vocabulário e a linguagem.

3. As imagens, informações e ideias dos livros alargam o conhecimento do mundo.

4. Quem tem o hábito de ler conhece-se melhor a si próprio e compreende melhor os outros.

5. Ler em conjunto é divertido, reforça o prazer do convívio.

6. Os laços afectivos entre as crianças e os adultos que lhes lêem tornam-se mais fortes.

7. A leitura torna as crianças mais calmas, ajuda-as a ganhar autoconfiança e poder de decisão.

Opinião: Eragon de Christopher Paolini

 

Livro: Eragoneragon

Autor: Christopher Paolini

Páginas: 576

Sinopse: Quando Eragon encontra uma pedra azul polida na floresta, acredita que poderá ser uma descoberta bendita para um simples rapaz do campo: talvez sirva para comprar carne para manter a família durante o Inverno. Mas quando descobre que a pedra transporta uma cria de dragão, Eragon depressa se apercebe de que está perante um legado tão antigo como o próprio Império.
De um dia para o outro, a sua vida muda radicalmente, e ele é atirado para um perigoso mundo novo de destino, de magia e de poder. Empunhando apenas uma espada legendária e levando os conselhos dum velho contador de histórias como guia, Eragon e o jovem dragão terão de se aventurar por terras perigosas e enfrentar inimigos obscuros, dum Império governado por um rei cuja maldade não conhece fronteiras.
Conseguirá Eragon alcançar a glória dos lendários heróis da Ordem dos Cavaleiros do Dragão? O destino do Império pode estar nas suas mãos…

Opinião: Gosto de livros que me transportem para terras distantes onde habitam dragões e figuras míticas das lendas mais antigas. Gosto de transcender o que é real e são histórias como esta que me fazem desligar e viver num mundo de fantasia. Christopher Paolini escreveu Eragon com apenas 15 anos, contudo a sua escrita é fenomenal: cheia de momentos mágicos. Eragon é um rapaz simples do campo que cria um laço forte com um jovem dragão. As consequências que daí advém são o desenrolar desta história que nos oferece páginas cheias de aventura. Eragon explora várias mensagens importantes como a coragem que reside dentro de nós, independentemente de quem somos ou de onde vimos; o sacrifício que estamos dispostos a correr pelo outro e pelos que nos são próximos. Uma história sobre persistência, amizade, lealdade e magia! Gostei

Curiosidade: Este livro é aconselhado pelo Plano Nacional de Leitura.

Opinião: As Vinhas da Ira de John Steinbeck

 

Livro: As Vinhas da IraAs vinhas da Ira

Autor: John Steinbeck

Páginas: 552

Sinopse: Esta obra, que valeu o prémio Pullitzer a John Steinbeck, trata do êxodo de uma família de lavradores que, vendo-se reduzida à miséria por uma tempestade de areia em Oklahoma, resolve emigrar para a Califórnia. A luta que todos os membros da família sustentam na sua exaustiva jornada contra os elementos e os homens e, até, contra o próprio meio de transporte, a coragem de que dão provas, a generosidade de alma que afirmam, a humaníssima capacidade de, apesar de tudo, fraternizarem uns com os outros e com os seus semelhantes trazem um sopro de epopeia, raro, mesmo hoje, em livros de idêntica ou parecida inspiração.

Opinião: Tinha este livro na minha estante há anos. Já tinha feito duas tentativas para o ler mas sem efeito. Contudo, o ano passado decidi pegar-lhe e a verdade é que tirei muito prazer da sua leitura. Este clássico americano, trata dos efeitos da grande depressão de 1929 de pequenas famílias de fazendeiros do Oeste americano. Relata a história de uma família pobre do estado de Oklahoma que se vê obrigada a abandonar as suas terras, devido à chegada do progresso, traduzido pela compra de tractores e máquinas. Este factor tornou obsoleto o trabalho manual do campo e forçou-os a rumar em direcção à Califórnia, à procura de trabalho e de uma nova vida. Gostei muito da escrita meticulosa e descritiva de John Steinbeck, da sua ironia e da crítica subtil do seu texto.

Curiosidade: John Steinbeck foi prémio nobel da literatura em 1962. Este clássico é recomendado pelo Plano Nacional de Leitura.