Areia, Água e Vento

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Enterro os pés na areia, sentindo os pequenos grãos de areia rodearem cada partícula de pele dos meus pés. A água do mar volta e cobre a areia num tom de mel torrado. O vento envolve-me numa dança antiga e secreta e a pedra onde me sento está molhada das ondas do mar. Naquele momento, poderia fazer parte de cada um daqueles elementos. Seria terra cor de mel, onde uma criança pudesse brincar, fizesse um castelo, envolvesse as suas mãozinhas nos pequenos grãos de cores variadas e deixasse o som das suas gargalhadas como música para a minha alma. Seria ondas azuis, verdes e translúcidas que transportam os barcos dos pescadores costeiros. Poderia molhar os pés de um pescador cansado de um dia de trabalho e proporcionar alívio ao calor de uma varina de peixe fresquinho. Ou talvez fosse parte do vento, que vem de Norte e de Sul, e que nas várias danças e contra-danças envolvesse um marinheiro tão perdido quanto eu. Seria vento no seu peito com a esperança de um amor retribuído e sincero. Seria apenas som, música e espírito.

Enterro os pés na areia e … espero continuar a sonhar! Pois é lá que sou feliz!

Sara – Momentos de Magia

Transportes públicos e sonolência

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Já vos aconteceu serem, quase, esmagados por desconhecidos sonolentos, nos transportes públicos? A mim acontece com alguma frequência e já tentei reflectir no motivo da repetição constante deste karma que, a meu ver, me persegue com alguma insistência. A pior situação foi um senhor já com alguma idade (e com um diâmetro de ombros algo desproporcional, na minha óptica), que se sentou ao meu lado no autocarro. Eu, por norma, vou “agarrada” ao meu livrinho e esqueço de tudo à minha volta. Mas desta vez, para além de ficar esmagada contra a janela do autocarro (já referi o diâmetro desproporcional dos ombros do senhor?!), ainda ia levando uma cabeçada, porque o senhor adormeceu a meio do caminho e, pela forma como abanava a cabeça, receie pela sua (e minha!) integridade física. Por várias vezes ia batendo com a cabeça no assento da frente e o meu braço ficou dormente pelas cotoveladas que levei do senhor. Às tantas decidi fechar o meu livrinho, não fosse eu ficar “estiraçada” no autocarro, ou tivesse de socorrer o senhor de embater contra os bancos dos restantes passageiros. Pelo sim, pelo não, decidi ficar alerta e rezar para chegar ao meu destino o mais rapidamente possível. De preferência sem nódoas negras e com a cabeça intacta!

Bom Fim-de-Semana 🙂 e Feliz Natal!

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Bom Fim-de-Semana e Feliz Natal 🙂

Depois de uma noite de chuva sem parar, de uma manhã com aula de Zumba Fitness (com uma professora algo semelhante a um general) e de uma tarde de corrida às compras, estou que nem posso! Acho que preciso de uma dose de leitura intensiva, de ver o “meu” Rick Grimes matar uns quantos zombies (pela milésima vez!) e de uma dose substancial de bolachas de chocolate!

Boas Leituras, sorriam e sejam felizes!

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livro chávena e natal

Caros amigos,

Desejo a todos uma continuação de um Bom Feriado e votos de uma boa semana de trabalho e de muitas leituras. 🙂 Eu estou a ler Segue o Coração, Não Olhes Para Trás de Lesley Pearse e estou a Adorar! Tenho como pano de fundo a minha árvore de natal, uma caneca de chá fumegante e uma manta enrolada a mim. Tenho um sorriso na cara e no coração!

Boa Semana e Sejam Felizes!

Cantinho de Leitura de Dezembro

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E chegámos a Dezembro!

Mês do Natal, da família, das luzes coloridas, e da fé entre as pessoas. Mês das filhoses, do Bolo Rei e dos doces da minha mãe. Mês de ver a “Mary Poppins” e de cantar com “A Música no Coração”. Mês para ver as matinés de filmes de natal ao fim-de-semana, com as pantufas felpudas e uma mantinha enrolada no sofá. Mês das músicas inebriantes e alegres. Não sei se já perceberam mas … Eu Adoro o Natal!

É também um mês de nostalgia, de lembrar quem já partiu, mas que permanece nas luzes ofuscantes desta época. É altura de montarmos a árvore de natal já velhinha cá de casa. Normalmente sou eu e a minha mãe de volta das fitas, das bolas coloridas e da estrela que já lhe falta uma ponta. Todos os anos penso em comprar uma estrela nova, mas depois penso que a antiga tem muito mais encanto, muitas mais recordações. A ponta que lhe falta tem uma história e não há estrela no mercado que a possa suplantar. Montamos também o presépio que, não sei como, tem mais animais que musgo e uma ovelha quase do tamanho da cabana (lol). Já tem alguns aninhos, mas eu adoro!

É natal e estou feliz! 🙂 Beijos a todos!

Chuva, Velhinhas e Galochas

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Acontecem-me as coisas mais estranhas …

Hoje choveu torrencialmente durante grande parte do dia. Felizmente, na hora de sair do trabalho tive sorte (ou assim pensei) e a chuva acalmou substancialmente. Encontrava-me eu em frente à passadeira (feliz da vida porque não chovia e ainda por cima estava a caminho de casa), quando um carro passa desenfreado, e arrasta uma cascata de água que molha todos os peões que estão à espera de atravessar a passadeira. No meio desses peões, estou eu (afinal não tão sortuda) e uma senhora idosa com uma bengala de cerca de meio metro (mais coisa, menos coisa), que desata a gritar com o condutor, abanando a bengala de forma ameaçadora. Às tantas, percebo que a senhora está a olhar para mim, talvez, num apelo de apoio ao seu protesto desenfreado, mas decidi abster-me antes que sobrasse para mim e fosse eu a levar com a bengala na cabeça.

Já ponderei a hipótese de, amanhã, levar as galochas e um dos barcos de pesca dos meus irmãos, de forma a evitar poças de água (com preponderância a tornarem-se lagos em poucos minutos) e velhinhas com bengalas ameaçadoras. O que acham?

Boa Semana e Protejam-se da Chuva 🙂 (e das velhinhas com ar ameaçador)

Luz, calor e amor

mãe e filha e livro

A luz entra pela janela e descansa na minha pele branca e intocada. É como uma promessa de luz à muito desejada. Um ponto sublime de encontro que anseio desde sempre. O regressar a casa. À minha infância. Puxo a manta mais para cima e olho para aquela que me deu a vida e desfruto do som da sua voz. Haverá algo mais sublime na vida do que ouvir e sentir quem amamos profundamente? Não me parece! Sinto a almofada de penas na minha cabeça e encosto a face ao ombro da minha mãe, na esperança de ouvir a sua voz mais perto, e de preservar o seu cheiro a rosas e a trabalho duro de um dia inteiro de labuta. Haverá cheiro melhor, do que daquela que dedica o seu dia à manutenção de uma casa e de uma família, mesmos nos momentos mais difíceis, em que a solidão a abraça? Não acredito! Olho para as páginas do livro que nos faz companhia e não há outro lugar no mundo onde desejasse estar. Aqui! Com a almofada de penas, a luz que se difunde dando lugar às estrelas, junto ao calor mais profundo da vida e ao abraço ternurento da voz da minha mãe! A luz demora mais um pouco e sorrio com o coração cheio de amor …

Sara – Momentos de Magia