Opinião: No Tempo das Fogueiras de Jeanne Kalogridis

 

Livro: No Tempo das Fogueiras

Autora: Jeanne Kalogridis

Páginas: 352

Sinopse: Transportando o leitor para a França do séc. XIV, terra fértil em hereges – cátaros, gnósticos e templários -, Jeanne Kalogridis conta-nos a história de Sybille, uma rapariga com estranhos e inexplicáveis poderes.Como se não bastasse a Guerra dos Cem Anos e a terrível Peste Negra, a Inquisição acende dezenas de milhares de fogueiras para queimar hereges. E quando a avó de Sybille é torturada e queimada, só lhe resta fugir para um convento. Os seus dons de cura e premonição permitem-lhe subir na hierarquia da Igreja e na admiração do povo que a adora como uma santa. Mas, aos olhos do Papa, Sybille é uma ameaça e uma bruxa que tem de ser atirada ao fogo. Quando é presa, cabe ao jovem inquisidor Michel interrogá-la. Este agradece a Deus a sua sorte, pois sempre acreditou na santidade de Sybille e assim poderá salvá-la. Mas quando ela lhe conta a sua história, toda a fé do jovem ameaça ruir. Para piorar, de dia sofre pressões para a queimar, e de noite arde de desejo por ela. No Tempo das Fogueiras é um livro vitorioso, onde Kalogridis conseguiu criar uma heroína de proporções épicas e um leque de personagens maravilhosas.

Opinião:

Jeanne Kalogridis é licenciada em Linguística pela University of South Florida e tem especial interesse pelo yoga e o budismo. É bastante patente a sua predilecção nestas vertentes filosóficas e espirituais ao longo de toda a narrativa (de uma forma bastante acérrima!).

Acompanhamos uma época em que se queimavam as mulheres e homens detentores de “poderes divinos e espirituais” inexplicáveis, ou simplesmente, detentores de crenças diferentes das determinadas pela Sociedade/Igreja.

A acção desenrola-se no século XIV, na França, e aborda um tema delicado. Tinha algumas expectativas quando peguei neste livro, contudo a trama não me envolveu como, inicialmente, previa! As cenas de (demasiada) violência, sangue e humilhação, perturbam qualquer leitor menos prevenido (como foi o meu caso) e a estrutura da história era algo confusa e dispersa!

A época e o tema que foram abordados são extremamente interessantes (apesar de dolorosos de ler e reflectir), todavia a estrutura e o conteúdo da obra não me cativaram muito! Saliento, ainda, que bom é vivermos numa época em que temos liberdade de expressão e de crenças religiosas/espirituais sem julgamentos ou represálias de morte! Independentemente da filosofia ou religião que nos preenche, que bom é poder amar Deus (Universo, ou como queiram chamar) da forma que cada um mais se identifica! Com aquilo que vos faz vibrar a alma…

Classificação: 2*

Citação: « A fé é uma teia de aranha. À nascença, estamos no seu centro, olhando para centenas de caminhos que se espalham à nossa volta. O nosso destino verdadeiro está no final de um deles, e só de um. Podemos inicialmente não escolher o percurso certo, ou outros podem intervir para nos desorientar, mas é sempre possível parar e mudar de direcção para chegar ao verdadeiro Caminho. Na verdade, é possível andar por centenas de caminhos que não são o nosso, e depois, no final da nossa vida, cruzar de fio em fio até ao fio de seda e chegar finalmente ao nosso melhor destino.»

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