Opinião: Entre Dois Mundos de Suzan Saxman com Perdita Finn

Livro: Entre Dois Mundos – Uma Viagem ao Mundo dos Espíritosentre_dois_mundos

Autora(s): Suzan Saxman com Perdita Finn

Páginas: 320

Sinopse: Durante a infância, todos temíamos o barulho vindo do armário, a sombra esquiva no corredor, uma presença estranha no quarto…
Para Suzan Saxman, tudo isso era… normal.
Os mortos aparecem-lhe desde sempre, trazendo mensagens para os vivos. No início, a pequena Suzan relatava a sua verdade com a inocência típica das crianças, assustando as freiras da escola com revelações, aterrorizando a mãe ao descrever-lhe bizarras visões. Durante anos, foi uma alma atormentada que desejava apenas ser… normal.
À medida que os anos passaram, tornou-se cada vez mais difícil esconder o seu dom. E para quê fazê-lo, quando podia ajudar as pessoas à sua volta? Mas a incerteza permanecia: o que é que o futuro lhe reservaria a ela?
Suzan revela-nos agora o longo caminho que percorreu até se aceitar a si mesma e, ao mesmo tempo, desvendar os segredos que há muito ensombravam a sua família. Numa narrativa poderosa, que evoca tanto as suas experiências pessoais como as sessões de espiritismo realizadas com outros, ela mostra-nos o que significa verdadeiramente estar entre dois mundos.

Opinião:

Por vezes sou eu que escolho os livros, outras vezes são os livros que me escolhem. Este foi um livro do qual nunca tinha ouvido falar, mas quando o vi, soube que tinha de o ler. Foi um livro que me escolheu e não me largou enquanto não o terminei.

Baseado numa história real, este livro é o relato da vida de uma médium capaz de comunicar com os mortos e com uma sensibilidade espiritual que não deixa ninguém indiferente. Um livro que nos arrepia e nos provoca algumas insónias (falo por experiência própria…), mas que apesar de tudo tem uma mensagem intrínseca sobre o que somos, quem somos e a grandeza da força de uma alma. Apresenta alguns factos que podem ferir algumas susceptibilidades, mas que nos fazem pensar para lá do que é suposto “normal”.

Foi uma leitura desafiante, inspiradora e, até certo ponto (na minha humilde opinião) provocadora! Sem conservadorismos. Sem regras de sociedades pré-estabelecidas. Nada. Foi por vezes cruel e obtusa. Suzan Saxman não é muito religiosa, mas apresenta uma espiritualidade e maturidade muito além do que é compreensível! Gosto de leituras que me desafiem, me façam crescer e pensar. Esta foi uma delas! Gostei Muito!

Classificação: 4*

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