Opinião: A Rapariga-Corvo de Erik Axl Sund

 

Livro: A Rapariga-Corvo (Livro 1, As Faces de Victoria Bergman)A rapariga-corvo

Autores: Erik Axl Sund

Páginas: 368

Sinopse: A psicoterapeuta Sofia Zetterlund está a tratar dois pacientes fascinantes: Samuel Bai, um menino-soldado da Serra Leoa, e Victoria Bergman, uma mulher que tenta lidar com uma mágoa profunda da infância. Ambos sofrem de transtorno dissociativo de personalidade. A agente Jeanette Kihlberg, por seu lado, investiga uma série de macabros homicídios de meninos em Estocolmo. O caso está a abalar a investigadora, mas não tem tido grande destaque devido à dificuldade em identificar os meninos, aparentemente de origem estrangeira. Tanto Jeanette como Sofia são confrontadas com a mesma pergunta: quanto sofrimento pode um ser humano suportar antes de se tornar ele próprio um monstro? À medida que as duas mulheres se vão aproximando cada vez mais uma da outra, intensificam-se os segredos, as ameaças e os horrores à sua volta.

Opinião:

“Já acabou?” foi o meu primeiro pensamento quando terminei este livro. A minha segunda reacção foi começar a roer as unhas (algo que não faço habitualmente) e depois uma enorme vontade de correr à livraria mais próxima para comprar o segundo livro (infelizmente, quando acabei de ler estava no autocarro no meio da Ponte Vasco da Gama, sem livrarias à vista). Este livro foi um empréstimo (obrigado Francisco!), mas acho que não vou resistir e vou ter de comprar esta colecção, pois este primeiro volume deixou-me muito impressionada!

Inicialmente pensei que se tratava apenas de um escritor, mas após uma pequena pesquisa percebi que Erik Axl Sund se refere aos escritores suecos Jerker Eriksson e Håkan Axlander Sundquist. A escrita é predominantemente masculina e, a estrutura e forma como é apresentada, assemelha-se quase à forma de pensar de Victoria Bergman: fragmentada e psicótica. Existem cenas um pouco fortes e que podem sensibilizar alguns leitores. Eu, confesso, que houve partes difíceis de assimilar, devido ao facto de envolver crianças em circunstâncias horríveis. É impossível, para mim, pensar que existem crianças que podem passar por tais atrocidades, e por isso torna-se algo penoso de ler.

Este é um thriller psicológico forte, sem preconceitos, em que “a presa se torna no caçador” e aquilo que menos esperamos acontece mesmo em frente aos nossos olhos. O final é simplesmente de tirar o fôlego e, muito inteligente da parte dos escritores, de forma a manterem os leitores na expectativa. Adorei e recomendo!

Classificação: 5*

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